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A comemoração do Dia Nacional do Aposentado realizada hoje (24) em São Paulo teve festa, música, esporte, sorteios e também muita reivindicação. O evento organizado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) foi marcado, principalmente, por pedidos de mudança na fórmula usada pelo Ministério da Previdência Social para reajustar os valores dos benefícios
Representantes da classe que discursaram na festa afirmaram que a alíquota que baliza o reajuste do salário mínimo, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), não acompanha o aumento dos principais gastos de um aposentado: remédios, planos de saúde e contas como de água e de energia.
“O INPC, pelo o que eu vi, deve fechar o ano em cerca de 6%”, afirmou o presidente do Sindnapi, João Batista Inocentini. “Já os planos de saúde subiram 11%; os remédios, 8%.”
Segundo ele, dos cerca de 26 milhões de brasileiros que recebem algum benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 18 milhões ganham um salário mínimo e, por isso, têm um aumento razoável todo ano. A partir de 1º de fevereiro, por exemplo, terão seu ganho reajustado em 12% – de R$ 415 para R$ 465.
Entretanto, Inocentini lembra que os 8 milhões de aposentados restantes terão um reajuste de cerca de 6%. “Isso tira o poder de compra do aposentado”, reclamou.
O presidente do Sindnapi pediu ainda melhorias no novo sistema de concessão de benefícios, que permite que trabalhadores se aposentem em meia-hora. Segundo ele, o sistema é um avanço, mas ainda precisa ser ampliado para atender a todos que precisam e não só os que têm seus dados disponíveis no banco de dados do INSS.
Fonte: Agência Brasil
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